O olhar: A pele que habito

Publicado por FabioLSaad em 15/11/2011 às 17h52

O corpo para a psicanálise ocupa importante estatuto, desde as primeiras publicações de Freud, passando pelas fases auto-eróticas, pelos fenômenos elementares, entre outros; saídas singulares para o destino das pulsões, ora endereçadas ao outro, ora voltadas para si mesmo.

Almodóvar lança o filme: “A Pele que habito”, construção primorosa para um título que transmite a noção de corpo nos remetendo a algo que constitui para além do contorno que dá vistas ao que somos. Faz da pele seu foco principal como o alvo desmedido de seu protagonista, encarnado por Antonio Bandeiras.

O olhar está presente como pulsão fazendo com que a personagem principal tome o outro como seu objeto para a fabricação da coisa perfeita. O encontro entre os dois personagens amarra a trama, não sem conseqüências, um encontra a saída no outro, o outro na coisa. Como resultado disso...  ver aquilo que se veste como a pele, como um hábito, como um “Vês-tido”. 

Comentários

Juçara Rodrigues em 01/12/2011 22:56:52
Apenas por falta de tempo ainda não pude assistir esse filme, mas estou curiosíssima para vê-lo. As críticas são excelentes a respeito! O tema é intrigante, amplo, inesgotável... as discussões e construções podem ser muito enriquecedoras!

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