Festa da Fantasia

Publicado por FabioLSaad em 31/10/2011 às 23h23

Atuar num equipamento como o CAPS infantil (do qual faço parte), exige dos profissionais intervenções singulares, pensar caso a caso. Utilizamos vários recursos na aposta de manejos que possam acessar o sujeito. Dentro das atividades propostas, potencializamos o espaço da convivência, como dispositivo terapêutico importante, que ressalta as singularidades e as (im) possibilidades de estar com o outro. Entra ai nossa atuação, ora secretariando o sujeito, ora dando contorno para os inúmeros casos que acompanhamos.

 Nesta semana, fizemos uma festa de Halloween para todos os pacientes, tema disparador para estarmos juntos, que fez muito sentido. Ponto importante dessa festa foi estar com o outro, com seu horror, sem que isso nos aterrorizasse. Estando todos mascarados, paciente e técnico se viram como iguais. Posição enigmática para aquele que está do lado da “normalidade”: fez com que víssemos nosso próprio horror. Condição fundamental, mas não óbvia, a de olhar primeiro para seus fantasmas para suportar o fantasma do outro.

Em nossa festa, o contorno foi feito pela fantasia clara e direta do horror, pinturas e adereços assustadores. E o efeito? Ver aquilo que não é claro, ver o sujeito do jeito que é, único. Não atributo apenas para os pacientes graves e psicóticos, mas imperativo para aqueles que estão no laço. Afinal, a fantasia faz função para todos.

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