CIRCULANDO

Infância e Adolescência: impasses e saídas

Publicado em 26/08/2016 às 13h53

 

 

 

PROGRAMA  DAS  MESAS  SIMULTANEAS - 01

8:15 as 9:45h

Mesa 01 – O real em jogo na adolescência

Debatedora:  Cristiana Gallo

Coordenação: Kátia

Adolescência em retalhos –  Estanislau Alves

Meuquehorror –  Magno Azevedo

Um lugar para o adolescente – Mariana Ferretti

Adoção na adolescência: (im) possível? – Monica Nezan

 

8:15 as 9:45hs

Mesa 02 -  corpo cortado/corpo falado

Debatedora: Milena  Vicari Crastelo

Coordenação: Rosangela Santos

Corpo de tolo e errância  de jovem -  Mariana Franco

O tratamento psicanalítico como suporte à travessia da adolescência – Gabriel Bartolomeu

O cutting nos jovens na modernidade: uma forma de falar com o corpo?  - Leny Mrech

Um ato a ser efetuado ou a autenticidade das palavras? – Renata Durce

 

8:15 as 9:45hs

Mesa 03 -  Ficções necessárias

Debatedora: Maria Cecilia Ferretti

Coordenação: Jovita Carneiro

A menina do vinil verde – Rodrigo Camargo

Algumas considerações sobre o Nome-do-Pai – Maria Luiza Ricupero

Toxicomania e adolescência – Durval Mazzei

Ela foge desde os 11 anos – Cláudia Garcia e Luana Xavier

9:45 11:15hs

Mesa 04 – Corpo e sexuação

Debatedora: Paola Salinas

Coordenação:  Cynthia Nunes de Freitas

Jovens binários num mundo não binário – Blanca Musachi

Recortes de um corpo em construção – Cláudia Reis

A rede, o discurso da ciência e a (des)construção do corpo – Fernanda Turbat

A adolescência e a mulher: da balada ao tonel das Danaides – Eliane Nunes Guerra

 

 

9:45 as 11:15hs

Mesa 05 -  Autismo, psicose e invenções

Debatedora: Cássia Guardado

Coordenação: Paula Caio

A busca pela purificação – Fábio Saad

Um menino de passagem – Fátima Luzia

“Pode o Outro me perder?” O tratamento do Outro em um caso de psicose -  Izabel Abreu Kisil

A análise de uma psicose afetiva – César Skaf

 

9:45 as 11:15hs

Mesa 06 – O Real em jogo na criança

Debatedora: Lucila Darrigo

Coordenação: Mônica Bueno

A criança analisante hoje e o Real impossível de suportar – Matheus Kunst

A clínica do Real e a psicanálise com crianças – Rosangela Correia

Da troca ao equivoco – Camille Gaviolle

Apostando no sujeito – Lilian Beguelman

 

 

11:15 as 12:45hs

Mesa 07 –  Os arranjos sintomáticos na criança e no adolescente

Debatedora: Carmen Cervelatti

Coordenação: Maria da Glória

Chorume – Paula Catunda

O ponto de ancoragem na mais delicada das transições – Ana Martha Maia

Achando um caminho – Vera Furst

Comunidade anoréxica: o excesso da identificação imaginária – Jaqueline Cardoso

 

11:15 as 12:45hs

Mesa 08 –  Crianças em análise

Debatedora: Maria Berdadette Piteri

Coordenação: Eduardo Benedicto

A virtualização e o sintoma da criança  na contemporaneidade – Maria Ludmila Mourão

Entre dois lutos – Gustavo Oliveira Menezes

A escrita de um caso – Maria Cristina Merlin Filizola

A criança com o analista – Eliana Figueiredo

 

11:15 as 12:45 hs

Mesa 09 – ... na instituição

Debatedora: Marilsa Basso

Coordenação: Perpétua Medrado

Urgência da Letra – Maria Noemi de Araújo

Leia-me de trás pra frente – Luciana Legey

O risco do encontro – Ana Maria de Almeida Guerra

Algumas questões da adoção na contemporaneidade – Paula Moreau

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Dia 28/Nov/2015 - Conversação

Publicado em 09/11/2015 às 09h41

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Escuta, tempo e economia: a clínica em tempos de crise

Publicado em 09/11/2015 às 09h36

Quais as facetas da prática psicanalítica nos dias atuais? Diante das demandas relacionadas ao tempo, a economia e à escuta, como a clínica e o fazer psicanalítico se posicionam?

São questões como estas que pretendemos discutir na nossa conversação no dia 28 deste mês de novembro, no Espaço Revista Cult. Com o tema Escuta, tempo e economia: a clínica em tempos de crise, queremos proporcionar aos participantes um encontro de trocas e reflexões, de conhecimento e de reconhecimento! Não fique de fora! Garanta sua vaga inscrevendo-se já e divulgue este evento entre seus amigos!

 

Dia 28/11/2015, às 14hs, no Espaço Revista Cult

Rua Aspicuelta, 99, Alto de Pinheiros

Inscrições pelo site: http://www.gasclinicapsi.com.br/inscricao.html

Nosso evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1506480593006818/

 

 

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Conversação 2015

Publicado em 11/10/2015 às 20h39

Em momentos de crise e atravessamentos políticos, o que mais podemos falar sobre o Inconsciente?

Embalados pela ética que sustenta a clínica psicanalítica, o Grupo de Atenção ao Sujeito propõe uma conversação que reunirá quatro psicanalistas falando sobre:

 

"Escuta, tempo e economia: a clínica em tempos de crise"

Temas:

Quando a crise ocupa o lugar da palavra: a escuta e a posição do analista - por Julia M. C. R. L. Ribeiro

A completude que falta: um ensaio sobre tornar-se analista em tempos de crise - por Lidiane Rugene

Psicanálise em tempos de cólera - por Fabio Saad

articulação e mediação da conversação - Ana Carolina Jaen Saad

 

Compareça!!!!!

Quando: 28/11/2015, às 14h

Onde: Espaço Revista Cult, Rua Aspicuelta, 99 - Alto de Pinheiros

 

 

 

 

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Conversação: "Escuta, tempo e economia"

Publicado em 30/08/2015 às 21h19

Em momentos de crise e atravessamentos políticos, o que mais podemos falar sobre o Inconsciente? 

Embalados pela ética que sustenta a clínica psicanalítica, o Grupo de Atenção ao Sujeito propõe uma Conversação: "Escuta, tempo e economia: a clínica em tempos de crise."

Data prevista: 28/Nov/2015

Em breve, novas informações.

 

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Território do brincar

Publicado em 19/07/2015 às 21h47

Território do brincar é um filme brasileiro, estreado em Junho deste ano e que retrata crianças brincando. São crianças de diferentes idades e diversas regiões brasileiras: sertão, litoral, metrópoles e até mesmo de uma aldeia indígena.

Havia visto o trailer do filme e durante seu breve recorte, fiquei apreendida por aquelas cenas, me percebi absorta. Além disso, sobreveio certo encantamento e um sentimento misto de relaxamento e leveza.

Fiquei curiosa, fui ao cinema assistir. Então, percebi que as cenas e passagens do filme me transportaram à infância, ou melhor, ao exato sentimento que eu tinha ao brincar quando era criança. Estava novamente capturada pela fantasia e pela imaginação. Envolvida no brincar.

E o que é para a criança, o brincar criativo, senão, a vivência de transformar a realidade? Tornando-a menos incompreensível e menos concreta? O que é o brincar criativo, senão, a experiência de “moldar” a realidade conforme o próprio prazer?

O processo do brincar se dá, por excelência, no campo do simbólico, isto é, das ideias, fantasias e imaginação. Porém, possui potencial para produzir autênticas intervenções, na maneira pela qual a criança lida com a sua realidade.

 Na medida em que a criança brinca, torna-se capaz de lidar de forma criativa com a realidade e o mundo à sua volta. Por isso, com freqüência, sobrevém o efeito de relaxar as tensões e produzir alívio.

Freud bem observou o processo do brincar criativo ao notar seu neto, à época com, aproximadamente, dois anos de idade, brincando de maneira entusiasmada com um carretel preso a um cordão. O menino havia inventado um jogo no qual atirava o carretel para longe de si, até perdê-lo de vista e depois o arrastava para perto novamente e com isso, se divertia.*

 Nessa brincadeira, o neto de Freud estaria de forma simbólica, lidando com a ausência de sua mãe, a qual havia saído, mas, voltaria para reencontrá-lo mais tarde.

Voltando ao filme, várias formas de brincar, jogar e se divertir estão retratadas. Há os jogos de imitação, há as brincadeiras nas quais, o recurso que estiver à mão pode virar brinquedo e há aquelas em que o brinquedo, o objeto em si, é desnecessário, é pura fantasia.

 As crianças brincam com os recursos que têm e conforme a realidade em que estão inseridas. Há brincadeiras regionalizadas e há as “universais”, como, por exemplo, brincar de ser adulto.

Dessa forma, esse filme tão original, proporcionou revisitar minha menina e, com ela, o prazer de brincar. Atividade de efeito “relaxante”, a “calmaria”, em meio à realidade, por vezes, tão dura, incompreensível e “sisuda”: o mundo dos adultos!

Contudo, o adulto não perde a capacidade de brincar, mas, o transforma: em sonhar ou sonhar acordado, em fazer piada ou rir de sim mesmo, em transpor para as artes, a música e a literatura. Ou seja, ao abstrair.

 Enfim, brincar é sempre bem-vindo!

 

Por: Júlia Maria Candiani Rolim Loureiro Ribeiro

Psicóloga associada ao Grupo de Atenção ao Sujeito

Trabalha no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM)

 

Referências:

*FREUD, Sigmund. Além do Princípio do Prazer (1920) In: Obras Completas, vol. 18, Edição Standard. Rio de Janeiro: Imago, 1996

 

Veja o trailer do filme:

https://www.youtube.com/watch?v=u2fGhHGVzDE&authuser=0

 

 

 

 

 

 

 

Território do brincar: documentaristas Renata Meireles e David Reeks.

www.territoriodobrincar.com.br

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Novo endereço

Publicado em 18/02/2015 às 20h14

Nós do Grupo de Atenção ao Sujeito – Clínica de Psicologia, Psicanálise e Psiquiatria (GAS), temos a alegria de comunicar nossa mudança de endereço para à Avenida Henrique Schaumann, 1116 – Pinheiros. Nesse local, contamos com três salas de atendimento com toda infraestrutura necessária para o conforto de nossos pacientes e profissionais associados. Além disso, realizamos Supervisão Clínica, Grupo de Estudos e Clínica Acolhimento. Ficaremos muito felizes em recebê-los para conhecerem o espaço. Forte abraço.

Equipe GAS

 

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A homo afetividade e a sociedade: a quantas anda esse diálogo?

Publicado em 12/07/2014 às 16h13

O modo pelo qual a sociedade se articula e vem se comunicando acerca da questão da homo afetividade tem sido tema de constantes reflexões para mim.

Por sinal, prefiro o termo homo afetividade à homossexualidade, pois a palavra afeto, bem como sua derivada, afetividade, por si só, não faz referência a nenhuma orientação sexual, ou de gênero e a nenhum juízo de valor à priori. Afeto é simplesmente afeto, sentimento, ou “disposição da alma” (como bem descreve o dicionário, LAROUSSE 1).

Com frequência, sabemos através da mídia, a respeito de acontecimentos, alguns deles benéficos, outros nem tanto, em relação a questões que envolvem o tema da homo afetividade. Digno de nota foram as recentes declarações da igreja católica. No ano passado, quando veio ao Brasil para o encontro mundial da juventude, o Papa Francisco disse não estar em posição de julgar os homo afetivos que buscam Deus.  

 Em sintonia com a recente declaração do Papa, em Junho deste ano, o Vaticano publicou um documento que será apresentado em uma reunião de bispos em Outubro cujo tema é a família. Neste documento, há um notável vislumbre de uma possível mudança de postura da igreja católica em relação ao modo como a igreja e seus representantes devem procurar lidar com os fiéis homo afetivos daqui em diante, a saber, com maior respeito, cuidado e sem juízos de valores. Interessante saber que esse documento foi resultante de uma pesquisa realizada em dioceses de todo o mundo.

A igreja católica pode ainda não ter tido uma real mudança de postura em relação a polêmicas, como o casamento homo afetivo e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, porém, tem se pronunciado acerca desses temas com mais frequência e maior naturalidade o que, a meu ver, promove o debate social, pois faz esses assuntos circularem, as pessoas se questionarem e, quem sabe, ficarem menos alheias e preconceituosas.

Um outro fato interessante a que tive acesso, e que, do meu ponto de vista, tem contribuído para promover o debate e a dissolução das ideias pré-concebidas em relação a homo afetividade, são alguns vídeos que têm circulado amplamente nas redes sociais, cuja a proposta é registrar as reações de crianças e jovens ao saberem da existência de relacionamentos e casamentos homo afetivos.

Em um desses vídeos, é dito a um menino que existem homens que se casam com homens. Já em outro vídeo, crianças e adolescentes assistem a vídeos nos quais há propostas de casamentos homo afetivos: uma mulher pede a companheira em casamento ou um homem faz a proposta a seu companheiro. A reação e a fala das crianças são registradas.

Ao assistirmos aos vídeos é possível refletir sobre as gerações mais jovens que, em geral, parecem expressar bem menos juízo de valor às gerações mais velhas. Veem e sentem a existência da homo afetividade com maior espontaneidade e convivem com essa realidade com maior naturalidade. Penso que isso pode já ser resultado de uma abertura e uma maior flexibilização, sensibilidade e mobilização social para a questão.

A sexualidade no sentido afetivo da palavra, ou, como bem nos ensina Freud, em seu sentido “libidinal”, ou de força vital, permeia todas as relações, perpassa todos os vínculos e guia as ações humanas, sejam elas conscientes ou inconscientes. Portanto, a homo afetividade é um assunto concernente à vida e a todos nós e, sem dúvida, é de interesse social.

No meu entender, o preconceito, não é dado, não nasce com os afetos e sim, é aprendido. O masculino e o feminino não são puramente definidos somente pelas características biológicas e nem tão pouco apenas pelos hormônios.

O que concerne ao universo feminino e ao universo masculino é aprendido, pertence ao simbólico e, portanto, ao universo da linguagem, do que é ensinado, transmitido consciente e inconscientemente pelas gerações, a família, a escola, a cultura, enfim, a sociedade na qual o sujeito está inserido. O aprendizado do que é certo, errado, melhor, pior, bonito, feio, o que é de menino, o que é de menina, o que é ser homem, o que é ser mulher está imerso na cultura.

Sendo assim, essas são questões fundamentais para continuarmos analisando, apreciando e formando nossas opiniões. Os fenômenos sociais acontecem todos os dias, diante de nossos olhos e se entrecruzam, “conversam” com nosso cotidiano, com cada um de nós, seja enquanto cidadãos, profissionais, pertencentes a essa sociedade e realidade ou a determinada religião e família, seja em relação a nós mesmos, à própria sexualidade e às reações que temos diante da expressão da sexualidade das pessoas com as quais convivemos.

 

Por: Júlia Maria Candiani Rolim Loureiro Ribeiro

Psicóloga associada ao Grupo de Atenção ao Sujeito

Trabalha no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM)

 

 Referências

1 Minidicionário LAROUSSE da língua portuguesa. 3ª edição

 Link de referência Web Site, Globo, sobre o documento do Vaticano.

 http://oglobo.globo.com/sociedade/gays-seus-filhos-nao-deveriam-sofrer-discriminacao-da-igreja-diz-vaticano-13039080#ixzz35zL7CYwb

Vídeos referidos no texto:

http://www.youtube.com/watch?v=SQnbvkjw8Uk

http://www.youtube.com/watch?v=-9msJmUGQws

 

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A Luta Antimanicomial e a busca de seus Sujeitos

Publicado em 10/06/2014 às 22h06

A Luta Antimanicomial tem em sua origem um caráter político e social de melhorias no tratamento de pacientes psiquiátricos e de luta pela democratização do Estado. Foi um momento histórico de muita mobilização social frente as condições insatisfatórias da gestão do Estado.

Em um viés mais micropolítico, de quem está no dia a dia com esses sujeitos, penso que um dos maiores desafios é compreender e respeitar a “lógica” desses sujeitos e, junto com eles, construir saídas satisfatórias e prazerosas de se viver.

É fato que muitas coisas mudaram desde o início da Reforma Psiquiátrica, já existe uma política que garante os direitos desse sujeito (por exemplo a Lei Federal nº 10.216, conhecida como lei da Reforma Psiquiátrica) e uma metodologia que considera e coloca o sujeito e seu sofrimento psíquico como protagonista da intervenção (como a Clínica Ampliada). Contudo, a “lógica” de difícil compreensão é com relação aos desejos e escolhas desses sujeitos: que desejos eles têm? Emprestamos os nossos a eles até quando? Que crítica têm sobre suas escolhas e como podemos legitimá-las? Como eles podem se apoderar delas e se tornar um cidadão?

Essas são algumas perguntas frequentes quando se trabalha com esses tipos de sujeitos. Outras, quando consideramos que além de trabalhar, vivemos com esses sujeitos, podem ser: o que eles têm a nos ensinar? Qual é o meu lado “desconhecido” e como lido com ele? Como consigo criar e transformar a minha vida, muitas vezes acomodada? Pois é, esse “confronto de lógicas” pode ser muito enriquecedor… para ambas as partes..

No último dia 18 de maio, dia Nacional da Luta Antimanicomial, relembramos e damos continuidade a toda transformação conquistada pelos novos modelos de prática e atenção à saúde. Hoje em dia as necessidades mudaram e alguns dos objetivos desta movimentação social são: a luta por implementação de políticas não segregacionistas (como está sendo pensado as Comunidades Terapêuticas financiadas pelo Estado?), o financiamento de projetos solidários, a permeabilidade da sociedade frente a diversidade (a transformação do imaginário social da loucura), como construir a Rede de Atenção Psicossocial, como fazer acontecer a Reabilitação psicossocial. Enfim, as necessidades se voltam para a construção de um projeto civilizatório, em que esses sujeitos possam ser reconhecidos (e se reconhecer) como Sujeitos portadores de direitos e deveres.

 

 

 

A seguir, alguns dados históricos da origem da Reforma Psiquiátrica e a busca de substituição do modelo hospitalocêntrico de atenção à saúde:

- 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986- um dos principais marcos da universalização da saúde do Brasil. As propostas surgidas ali, tanto legitimaram a Reforma Sanitária (com a promulgação da Constituição Federal de 1988), quanto foram substanciais para a criação do SUS;

- I e II  Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental (MTSM), em 1987- nestes congressos é construído o lema por uma sociedade sem manicômios e surgimento de novas modalidade de atenção (CAPS);

- É criado o Projeto de Lei 3.657/89, conhecido como Lei Paulo Delgado, em 1989- esta lei determina o fim da oferta de leitos manicomiais com dinheiro público, redireciona os investimentos para outros dispositivos assistenciais e torna obrigatória a comunicação oficial de internações feitas contra a vontade do paciente;

- Conferência ‘Reestruturación de la Atención Psiquiátrica en la Región, promovida pelas Organizações Panamericana e Mundial de Saúde (OPS/OMS), em Caracas 1990- ponto principal de discussão: superação dos velhos modelos psiquiátricos;

- Lei Federal nº 10.216 de 2001)- esta lei redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária e dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais. Junto com  III Conferência Nacional de Saúde Mental, no segundo semestre de 2001, alinha as diretrizes da Reforma Psiquiátrica com a política de saúde mental do governo federal, passa a consolidar-se, ganhando maior sustentação e visibilidade.

 

Por: Paula Pimenta

Psicóloga associada ao Grupo de Atenção ao Sujeito

Trabalha no CAPS III Paraisópolis

 

Bibliografia:

Campos, Gastão W.S.;1996/1997. A Clínica do Sujeito: Por uma Clínica  Reformulada e Ampliada. http://www.pucsp.br/prosaude/downloads/bibliografia/CLINICAampliada.pdf

Reforma Psiquiátrica e política de Saúde Mental no Brasil. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/Relatorio15_anos_Caracas.pdf

http://saudeecosol.org/mais-de-2000-pessoas-marcharam-nas-ruas-de-sao-paulo-no-ato-da-luta-antimanicomial/

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